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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Amar, remar, (re)amar

Há algum tempo não escrevia por aqui. Me faltava o que dizer, ou como dizer não sei.
Esses tempos andam sendo difíceis não é? Acredito que para muitos isso é verdade.
Eu andava meio ocupada com algumas coisas, sabe, coisas do coração. Aprendi muito nesses últimos meses, não de forma amena, mas precisei pisar em alguns cacos pra parar e olhar pra dentro. Cacos esses que facilmente se confundiam com pedaços meus, e cada vez mais se acumulavam. Eram tantos que tropeçavam entre si.
A gente pensa que não vai melhorar. Talvez não melhore mesmo, ou quem sabe você só mascare a dor ali. Não é covardia, mas acho que é burrice.
É uma pena que coisas ruins precisem acontecer pra que a gente olhe o tamanho do nosso amor. É realmente uma pena. O mais engraçado é olhar pra trás e ver cada erro, cada acerto e cada indecisão se anulando. É passado, ficou ali, cravado na sua história. Seria tão bom poder esquecer, passar uma borracha e guardar só as coisas boas, como lembranças, não cicatrizes. Quem sabe um dia.
Então você acredita de novo e começa tudo outra vez. Os erros do passado te fazem uma pessoa melhor, acredite, entretanto, o sofrimento que ficou lá atrás ainda é vivo demais e ainda ressoa em cada coisinha que acontece.
Sofrer te endurece, mas também pode te deixar mais generoso com o amor dos outros. Aprender que não se pode exigir o amor de ninguém dói, assim como saber que as pessoas podem deixar de amar também dói. Só que dói menos quando a dor não se propaga.
Poder deixar livre quem você ama, ainda que livre somente do peso de saber que você ainda chora, ou que não quer mais chorar.
Sinto e vou sentir muitas faltas ainda, e é tão doloroso pensar que algumas coisas não voltarão mais e algumas outras talvez tenham sido em vão.
Uma experiência de vida: cuide bem do seu amor, seja quem for e não deixe de tentar, quando aquele "se" não sai da sua cabeça.